terça-feira, 4 de outubro de 2016

O Sul é o meu país consegue bons resultados no PLEBISUL.

É certo que o eleitor brasileiro não está contente com os rumos da política e muito menos com quem o representa, mas imaginar que em pleno século 21 parte desse mesmo povo deseje separar regiões do país para criar um outro me parece assustador. A demanda desses grupos, se pensarmos como é formado o nosso pacto federativo, pode até ser justa, mas com pouca ou quase nenhuma chance de vingar. Primeiro que existe uma lei para impedir que isso aconteça e para quem ainda tem dúvidas, é só consultar a Lei nº 7.170, de 14 de dezembro de 1983, que define os crimes contra a segurança nacional. O Artigo 11 dessa lei diz o seguinte: "Tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente" - Pena: reclusão, de 4 a 12 anos.

Felizmente vivemos num país livre e, dentro da lei, qualquer pessoa pode se manifestar e propor ideias. Conforme prevê o artigo 5º, inciso IV da nossa constituição federal: "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato", portanto, todas as pessoas podem e devem participar da vida política do país, inclusive, falar sobre separatismo, o que não pode é levar a cabo ideias mirabolantes sem raspaldo legal.

Há vários sentimentos separatistas no Brasil e não movimentos como muitos apregoam, e eu digo isso, pois esse último, acredito eu, pode ser enquadrado dentro da lei 7.170 se der algum passo na direção errada, acho até que a justiça é bastante tolerante nesse sentido, muito embora esses "movimentos" não passem, numa tradução mais precisa, de meros sentimentos, uma desilusão das pessoas com a política e a corrupção. O Juiz Sérgio Moro disse recentemente que a corrupção no Brasil é sistêmica.

No sábado (01/10/2016), portanto, um dia antes da votação do primeiro turno das eleições para prefeito e vereador, foi realizado o PLEBISUL, uma consulta em várias cidades dos três estados do sul do país, sobre separatismo. O resultado é preocupante, uma vez que mais de 95%, de acordo com o resultado preliminar (clique aqui para ver o resultado), desejam criar um novo país formado por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O resultado é um alerta e merece ser debatido com seriedade. Essas pessoas precisam ser ouvidas com todo o respeito e sem rótulos como é comum quando esse tema alcança as manchetes. Se essas pessoas têm razão eu não posso afirmar com convicção, mas uma coisa é certa, a união precisa rever o tratamento que dá a seus entes federativos, em especial aqueles que contribuem mais. Hoje os estados estão falidos e de pires na mão, pedindo ajuda ao governo federal, talvez isso não fosse necessário se uma reforma política e tributária tivesse sido implementada. O tempo urge, nosso sistema está esgotado e precisa ser rediscutido. Confira abaixo uma reportagem do JC sobre o PLEBISUL:


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Encastelados

Resumo do livro
O ano é 2025, o mundo está um caos. Guerras, pestes, fome e desastres naturais assolam nosso planeta de maneira brutal. Todos esses acontecimentos previstos por profetas séculos antes de ocorrerem se cumpriram, mas não eram as últimas profecias, outras também importantes e que causariam impactos profundos na sociedade organizada, ainda estava por vir.

Anos antes, várias tentativas de conter roubos, fraudes bancárias e fiscais usando a biometria haviam falhado. Para solucionar o problema empresas e governos passaram a trabalhar em conjunto no desenvolvimento de um sistema a prova de falhas e que pudesse envolver toda a população. O método encontrado foi o desenvolvimento de um chip do tamanho de um grão de arroz que pudesse ser implantado no corpo das pessoas. As vantagens eram enormes, pois qualquer cidadão que tivesse o chip implantado poderia realizar transações bancárias, fazer compras em lojas e supermercados, ter o histórico médico rapidamente quando fosse necessário, viajar sem o uso de passaportes, funcionar veículos e abrir a porta de suas casas sem o uso de chaves, ser rastreado por satélite em caso de sequestros, enfim toda sorte de benefícios que, após uma longa campanha de esclarecimento feita pela mídia, tais como comerciais de TV, programas de debates e talk shows, foi prontamente aceito pela população. A obscuridade do sistema era o controle social. O Chip decretou o fim do dinheiro na forma como era conhecido, além dos cartões de crédito e caixas eletrônicos. Todo valor que as pessoas possuíam eram apenas números em suas contas bancárias.

Alegando ser uma arma do demônio para levar as pessoas à perdição, argumento não admitido pelo governo, evangélicos de diversas denominações recusaram o implante. Após várias negociações sem sucesso com líderes religiosos, o governo deu um prazo para que todos aceitassem o chip, caso contrário, teriam seus bens confiscados. Aproveitando o prazo dado pelo governo, os evangélicos venderam tudo o que tinham, trocaram por ouro e fundaram comunidades à margem da sociedade dos implantados que ficaram conhecidas como “os encastelados”. Por outro lado, aqueles que aceitaram o chip ficaram conhecidos como “os perdidos”.

A vida seguia bem para os perdidos, mas para os encastelados as coisas não eram nada fáceis. Mesmo que as comunidades possuíssem certa autonomia, como captação de água da chuva, poços artesianos, energias solar e eólica, faltavam gêneros de necessidades básicas que acabaram nas comunidades após alguns meses de estoque. Produtos como: material de higiene, açúcar, frutas, óleo, carne, arroz e feijão, por exemplo, não podiam ser produzidos por eles e obrigava os encastelados a negociar com alguns perdidos no mercado negro usando como “moeda” de troca o ouro que possuíam. Os perdidos exploravam os encastelados nas trocas de ouro por mercadorias e muitas vezes as comunidades eram atacadas por gangues de perdidos que tentavam roubar o que havia de valor nos assentamentos. Para se defender, os encastelados viviam fortemente armados travando batalhas violentas contra as tentativas de invasão.

O governo via com maus olhos e não aceitava o modo de vida dos encastelados e criava inúmeros problemas, mas permitia que eles vivessem, acreditando que algum dia eles pudessem sucumbir às dificuldades aceitando o implante. Com a implantação dos chips, havia se cumprido a profecia do livro do Apocalipse Cap. 13:16-17:

“(16) E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,
(17) Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.”

Com o tempo, os implantados tiveram uma reação ao chip desenvolvendo um pequeno queloide na região do implante, sinal que os diferenciava de quem havia recusado. Por uma razão desconhecida, nem cirurgias plásticas conseguia tirar ou atenuar esse sinal, e quem tentava removê-lo através desse método, fazia com que o queloide voltasse com o dobro do tamanho. As pessoas acabaram se acostumando com os queloides, da mesma forma com que nos acostumamos com a marca de cicatriz deixada pela vacina BCG do passado, tornou-se algo natural, o estranho para eles, eram as pessoas que não tinham o sinal.

Sem poder trabalhar, comprar ou vender o que possuíam, restava aos encastelados viver de forma muito limitada. Nem tudo era ruim nos assentamentos, havia tecnologia, escola para as crianças, cultos religiosos, vida social, mas também havia desentendimentos. Muitos sucumbiram às dificuldades e deixavam as comunidades aceitando o implante. O membro que se arrependesse por ter deixado a comunidade e tentasse voltar não podia mais ser aceito por ter se tornado um perdido.

O mundo dividiu-se em quatro blocos: GAM (Grupo Americano), GEA (Grupo Europa/África), GOM (Grupo Oriente Médio) e GAO (Grupo Ásia/Oceania). Para liderar esses grupos foi escolhido um líder de consenso conhecido como Asmodeu.

O final da história tem seu ápice numa espécie de armagedom, onde todos aqueles que resistiram ao implante, após inúmeras perseguições, foram acuados pelos perdidos em um local, onde foram arrebatados por uma força superior.

Perfil básico de personagens/Núcleo:
A comunidade mais próspera dos encastelados tinha por nome Shalom e seu líder mais influente era Daniel, jovem, solteiro na casa dos 30 anos, engenheiro civil e de formação Luterana. Mesmo com o respaldo da maioria da comunidade, inclusive dos anciões, Daniel tinha sua liderança contestada pelo jovem Tiago, de formação religiosa Pentecostal. Kyra, filha de um dos anciãos era desejada por Tiago, mas tinha interesse por Daniel, fato que gerava rusgas entre o trio.